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FIM DE INCENTIVOS FISCAIS REDUZ INTENÇÃO DE CONSUMO
29/06/2010 às 10:25h

O fim dos incentivos fiscais iniciados pelo governo no ano passado, como a redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em bens duráveis como produtos de linha branca e automóveis, diminuiu a intenção de consumo no segundo trimestre deste ano. Mas em compensação, a antecipação de compras provocada pelos benefícios fiscais no ano passado levou o consumidor a torna-se mais cauteloso com novas dívidas em 2010 - o que levou a diminuição na quantidade de famílias endividadas em junho.
A análise é do chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC) Carlos Thadeu de Freitas. "Mesmo sem o IPI, o ritmo de consumo continua forte este ano", acrescentou o economista. Nesta terça-feira, a CNC divulgou dois levantamentos: as pesquisas nacionais de Intenção de Consumo das Famílias (ICF-Nacional) e de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC- Nacional). O universo dos levantamentos abrange 17.800 consumidores em todo o país.
Na primeira pesquisa, o indicador de intenção de consumo das famílias, em uma escala de 0 a 200 pontos, recuou de 134,9 pontos para 132,2 pontos, do primeiro para o segundo trimestre deste ano, o que representou uma queda de 2,0% no período. Na prática, segundo o economista da CNC Fábio Bentes, o resultado de retração foi fortemente influenciado por comparação com base elevada, referente ao primeiro trimestre de 2010, quando a redução do IPI ainda estava em vigor, em alguns setores como o automotivo.
No entanto, o especialista fez uma ressalva. Ao se comparar os resultados de intenção de consumo nos primeiros seis meses do ano com o desempenho de igual período em 2008, é possível dizer que as perspectivas de consumo estão equivalentes às registradas no cenário pré-crise. Ele comentou que o mercado doméstico brasileiro está sendo beneficiado pelo bom momento do poder aquisitivo do brasileiro, que conta com melhores condições no mercado de trabalho e na renda.

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